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UEFA Pressiona FIFA por Transparência em Prazo Até Novembro

UEFA Pressiona FIFA por Transparência em Prazo Até Novembro

A UEFA deu um prazo até o dia 2 de novembro para que a FIFA entregue documentos considerados essenciais sobre sua governança e seus processos internos de decisão, segundo informações da BBC. A exigência marca um raro episódio de tensão pública entre as duas entidades que comandam o futebol europeu e mundial, e expõe questionamentos sobre a condução de temas sensíveis dentro da confederação internacional.

O que está sob escrutínio

Segundo a reportagem britânica, o foco da cobrança da UEFA recai sobre quatro frentes específicas: o chamado FFE, o plano da FIFA para vender direitos comerciais da entidade a investidores privados, o Prêmio da Paz - cuja estreia, na edição mais recente, teve Donald Trump como homenageado - e a reversão de uma suspensão aplicada a Folarin Balogun após expulsão durante o Mundial de 2026. São temas distintos entre si, mas que, juntos, alimentam a percepção de que decisões relevantes vêm sendo tomadas sem o devido detalhamento público.

A carta e o tom da cobrança

Em correspondência à qual a BBC teve acesso, o secretário-geral da UEFA, Theodore Theodoridis, afirmou que a FIFA não respondeu a "uma série de questões fundamentais" levantadas pela entidade europeia. O documento é direto ao estabelecer o padrão esperado de prestação de contas: "qualquer recusa em divulgar informações ou documentos deve ser justificada individualmente, com uma explicação clara dos fundamentos específicos invocados". A formulação deixa claro que a UEFA não aceita respostas genéricas ou evasivas diante de pedidos pontuais de esclarecimento.

Infantino admite falha, mas não entrega documentos

O impasse ganhou um capítulo adicional na última quinta-feira, durante reunião do Conselho da FIFA. Gianni Infantino, presidente da entidade, pediu desculpas pelo plano de venda dos direitos comerciais ligados à Copa do Mundo - um dos pontos mais sensíveis levantados pela UEFA. Ainda assim, o dirigente não apresentou ao Conselho a documentação relacionada à proposta, o que mantém em aberto justamente a questão central reivindicada pelos europeus: acesso formal aos papéis que embasaram a decisão.

Por que isso importa para o futebol mundial

O episódio ocorre em um momento de maior cobrança por governança transparente nas grandes federações esportivas, tema recorrente também em outras confederações continentais, incluindo as que supervisionam o futebol na África e na Ásia. A UEFA, como a confederação mais influente financeiramente dentro da estrutura da FIFA, tem peso político para pressionar por mudanças nos critérios de prestação de contas. O desfecho - se a FIFA cumprirá o prazo de 2 de novembro ou buscará nova prorrogação - deve servir de termômetro para o grau de autonomia que Infantino ainda mantém diante das federações continentais em temas de alto impacto financeiro e institucional.